quarta-feira, 5 de setembro de 2007

... folhas novas, galhos que se deitam ao sol, luz da manhã nas asas do japiim, o vôo incólume da garça, intrépidos bandos de mergulhões, o rio indeciso entre ir e chegar, uns pés felizes sob a água morna do dia novo, mansas ondas abraçando a pedra nua, um papel branco perdido na alegria do vento, claras nuvens viajando no azul, um gosto de sol menino na boca, a vida em dobro... Ave, setembro!

2 comentários:

Caio disse...

"Chegarão chuvas suaves e o perfume do solo,
E andorinhas adejando, com seu canto estridente.

E sapos nos charcos cantando de noite,
E ameixeiras silvestres, trêmulas e pálidas.

Tordos vestirão sua plumagem de fogo,
Assoviando suas fantasias numa cerca baixa.

E ninguém saberá que há guerra, ninguém
se preocupará quando ela tiver fim.

Ninguém se importará, seja pássaro ou árvore,
Se a humanidade perecer totalmente.

E a própria primavera, quando despertar ao amanhecer,
Nem suspeitará do nosso próprio desaparecimento."

"There will come soft rains"
Sarah Trevor Teasdale (1884-1933)
1920

Luli,
Um beijo e boa semana.

Anônimo disse...

sempre me emociona o que vc
escreve
dedilha
compoe
canta...
foram-se os dias cinzas,e comeca a surgir o sol de setembro da minha cidade cinzenta.de ipes amarelos.

saudade