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Acreditem: levei 30 anos para aprender a letra de uma das canções que mais me encantaram quando eu era uma pré-moça. Se por aqueles dias alguém com poderes para previsões tivesse me dito você vai saber cantar esta música... daqui a 30 anos, eu teria tido um arrebatamento, uma síncope, uma crise existencial. Como é que eu ia saber o que eram 30 anos adiante? Era a mesma noção que eu teria hoje de 300.
Testei isto em minha filha mais nova, minha pequena bailarina, quando ela pediu pela trigésima vez sua sonhada sapatilha de ponta. Você vai ganhar... daqui a 30 anos! E fiquei esperando a reação. Foi de total descrédito. Os adolescentes não acreditam em nada do que a gente diz... mas fazem menos dramas.
Pois quem imaginaria? Aprender aquela música foi um dos meus maiores desejos, quando meu acesso aos discos, aos aparelhos eletrônicos, à sintonia das rádios era difícil.
30 anos, e assim, quase do nada, pesquisando umas coisas nas veredas do google, me encontro com ela, clara, transparente, com todas aquelas mágicas palavras que fizeram o encanto dos meus 13 anos: a letra. Embora na época eu não percebesse, já era a letra que primeiro me chamava a atenção.
O tempo brinca mesmo com a cara da gente. Literalmente, inclusive. Durante os 30 anos eu não procurei pela canção, embora esporadicamente me lembrasse dela, e nunca mais a ouvi em lugar nenhum. Eu podia ter aproveitado um milésimo desse tempo para procurá-la e provavelmente a teria encontrado, uma vez que eu sempre soube quem é o compositor. Mas o tempo sempre me desviou para outras viagens, outras ideias, outras canções.
Eu devia saber que ela havia de me chegar um dia. Estava escrito. Não preciso dizer que agora a tenho cantado diariamente, envolta numa espécie de espiral do túnel do tempo.
Não esperem que eu diga de que música se trata. Desnecessário. O encanto está no sentido que o tempo lhe deu, no que ela representa para minha vida. Se fosse possível cantá-la pelo blog, então eu a cantaria.
Testei isto em minha filha mais nova, minha pequena bailarina, quando ela pediu pela trigésima vez sua sonhada sapatilha de ponta. Você vai ganhar... daqui a 30 anos! E fiquei esperando a reação. Foi de total descrédito. Os adolescentes não acreditam em nada do que a gente diz... mas fazem menos dramas.
Pois quem imaginaria? Aprender aquela música foi um dos meus maiores desejos, quando meu acesso aos discos, aos aparelhos eletrônicos, à sintonia das rádios era difícil.
30 anos, e assim, quase do nada, pesquisando umas coisas nas veredas do google, me encontro com ela, clara, transparente, com todas aquelas mágicas palavras que fizeram o encanto dos meus 13 anos: a letra. Embora na época eu não percebesse, já era a letra que primeiro me chamava a atenção.
O tempo brinca mesmo com a cara da gente. Literalmente, inclusive. Durante os 30 anos eu não procurei pela canção, embora esporadicamente me lembrasse dela, e nunca mais a ouvi em lugar nenhum. Eu podia ter aproveitado um milésimo desse tempo para procurá-la e provavelmente a teria encontrado, uma vez que eu sempre soube quem é o compositor. Mas o tempo sempre me desviou para outras viagens, outras ideias, outras canções.
Eu devia saber que ela havia de me chegar um dia. Estava escrito. Não preciso dizer que agora a tenho cantado diariamente, envolta numa espécie de espiral do túnel do tempo.
Não esperem que eu diga de que música se trata. Desnecessário. O encanto está no sentido que o tempo lhe deu, no que ela representa para minha vida. Se fosse possível cantá-la pelo blog, então eu a cantaria.











